quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PM DE SERGIPE MUDA LEI E 18 CORONÉIS PARA A RESERVA REMUNERADA


Autor : Danillo Ferreira 

Existe uma reclamação entre as gerações mais recentes de boa parte das polícias militares brasileiras que se refere ao engarrafamento nas promoções, em virtude da continuidade na ativa de oficiais que já possuem o tempo de serviço necessário para irem à reserva remunerada. O problema é que muito destes oficiais permanecem na ativa porque a política salarial dos governos estaduais são pautadas em gratificações que não possibilitam uma equidade entre o salário percebido na ativa e o salário percebido na reserva: muitos oficiais que até desejariam se aposentar, chegariam a perder cerca de 40% do salário se fossem para a reserva remunerada.

O Governo do estado de Sergipe tomou uma medida que fez com que 18 coronéis “fechados” fossem para a reserva, aumentando o fluxo nas carreiras da corporação: o oficial que contar com mais de 25 anos de serviço e estiver exercendo a função de Comandante Geral ou Chefe de Estado Maior, ou ser Oficial Superior mais antigo do que os oficiais que estiverem exercendo estas funções, terá direito, uma vez transferido à reserva remunerada, a proventos integrais e demais garantias previstas na legislação.

Em Sergipe, qualquer oficial superior que seja mais antigo que o Comandante Geral, e possua pelo menos 30 anos de serviço, é obrigado a ir para a reserva. A diferença é que agora esta passagem não ocorre com perdas salariais, evitando que aqueles que não desejam permanecer na ativa o façam apenas por complementação salarial. Só para se ter uma ideia de como a situação anterior causava transtorno, o estado possuía mais coronéis na ativa do que vagas disponíveis:

De acordo com o governador Marcelo Déda, a lei complementar “inaugura um novo tempo” na Polícia Militar de Sergipe, pois cria as condições para uma renovação no comando da instituição. “Além disso, a nova legislação cria mecanismos para regular e legalizar uma situação que já há algum tempo vinha trazendo transtorno para a nossa polícia, já que tínhamos em Sergipe um número de coronéis acima das vagas que a lei previa”, explicou o governador.

Após ter aprovado um salário base de cerca de R$3.000,00 para o soldado PM, o estado de Sergipe toma mais uma iniciativa que demonstra preocupação com sua tropa, desafogando o quadro de promoções do seu oficialato. Embora nem sempre as “novas gerações” realizem práticas muito melhores que os mais antigos, é importante possibilitar a quem quer sair a dignidade necessária, limitando o tempo de permanência na ativa de cada oficial. Parabéns ao governo sergipano.


Fonte: http://abordagempolicial.com/2011/12/pm-de-sergipe-muda-lei-e-18-coroneis-para-a-reserva-remunerada/#more-10300









segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

CORONÉIS RECUSAM A "APONSETADORIA"

Mais um problema para ser solucionado pela briosa Polícia Militar do Maranhão. Depois da greve de quase dez dias, agora são alguns coronéis que estão se recusando a se reformar por tempo de serviço.

Pela informação obtida com exclusividade pelo Blog, os coronéis da PM: Emir Rodrigues Linhares, Edmilson da Silva Saldanha, Robert Uchoa Lima e Adécio Luís Vieira, estariam colocando obstáculos para se aposentarem.

Os coronéis Linhares, Saldanha, Uchoa e Adécio, estão completando oito anos no cargo em dezembro, tempo máximo permitido para um coronel, que após esse período é obrigado a se reformar. Além disso, todos já possuem mais de 30 anos no militarismo.

A decisão dos coronéis pode atrapalhar os demais oficiais da Polícia Militar que buscam ascensão no quadro da PM. Afinal só serão abertas novas vagas quando os atuais “se reformarem”. Com a saída dos coronéis, novas vagas seriam abertas em todas as patentes para oficiais da PM. Eles não podem esquecer que para assumirem a patente de coronel, outros coronéis foram reformados e assim sempre aconteceu.

O Blog teve a informação que alguns podem até entrar na Justiça para tentar evitar a aposentadoria.

Seria uma nova PEC da Bengala, mas agora na Polícia Militar do Maranhão?



Fonte: http://colunas.imirante.com/platb/jorgearagao/page/3/

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ESTÃO ACABANDO COMA POLÍCIA MILITAR...

Formatura da PM: só haverá coronéis na tropa?
Se os poderes Executivo e Legislativo não tomarem uma posição drástica, a Polícia Militar do Maranhão terá de fechar as portas.

Os fatos dos últimos meses mostram que a corporação já não tem o respeito interno e vem sendo tratada de acordo com conveniências pessoais por membros do Judiciário.

A absurda greve dos policiais militares é apenas um exemplo que fere de morte a briosa, com a quebra da hierarquia e disciplina.

Outros fatos marcantes de 2011 também imploram por medidas enérgicas e urgentes para se preservar a caserna.

Primeiro foi a determinação judicial para que o comando da PM promovesse diretamente a coronel um capitão que se considera apto ao posto. De acordo com a decisão, o oficial pularia dois postos – major e tenente-coronel – alcançando a mais alta patente com menos de 40 anos.

Depois, a mesma Justiça decretou a ilegalidade da greve dos PMs, mas cruzou os braços, como que se eximindo da responsabilidade de por fim ao movimento.

Por último, a decisão do desembargador Jorge Rachid Mubárack Maluf, que deu a um coronel – com prazo de permanência no posto já vencido – o direito de permanecer na ativa.

Pelas leis que regem a Polícia Militar, um coronel pode ficar no posto por, no máximo, oito anos. É uma forma de garantir a promoção aos que vêm atrás.

Rachid ignorou as regras militares e usou como justificativa o argumento de que ”ninguém pode ser aposentado compulsoriamente aos 60 anos”.


Mas se os que estão à frente não saem, o que fazer com os que vêm atrás e também merecem ser promovidos?

Pelo argumento rachidiano, o capitão promovido à jato a coronel, bateria recorde no posto, ficando mais de 30 anos na ativa.

Seria o fim da Polícia Militar do Maranhão…

FONTE : http://www.marcoaureliodeca.com.br/





sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Lideranças comunitárias dizem que São Luis vive clima de insegurança



Em nota divulgada à Imprensa, sete entidades civis defendem o diálogo entre Governo e os militares para o fim do impasse.


A nota afirma que a sensação predominante em São Luis é de insegurança.

As entidades convocam uma reunião caso a paralisação não termine hoje. São convocados todos os conselheiros comunitários de segurança da Região Metropolitana de São Luis (áreas norte, sul, lete e oeste). A reunião só deve ser realizada caso o impasse não termine hoje. Está marcada para o dia 5, às 18h30, no colégio Arnaldo Ferreira - Cohab.

NOTA

Greve da Polícia é sinônimo de insegurança. Esta sensação que predomina em São Luis, vem alterando a rotina das pessoas que, muitas vezes, renunciam a compromissos, como forma de garantir a sua integridade física e/ou moral. Isso decorre da constatada insuficiência de policiais nas ruas para atender a demanda combinada com a remoção de vários trailers, dentre eles, o da Vila Isabel Cafeteira e da Cohab. Além disso, cidadãos e cidadãs estão sendo vítimas de balas perdidas ou brutalmente assassinadas em diversos bairros da capital, o que tem gerado uma gigantesca insatisfação popular e repúdio à inflexibilidade do Governo do Estado do Maranhão em negociar com a categoria em greve. Com isso, estamos convictos de que não podemos e nem devemos renunciar ao direito à segurança pública, pois acreditamos que, ao contrário da intransigência, o diálogo é o caminho para o fim do impasse que se instalou entre governo e grevistas. Igualmente, entendemos que não basta mostrar o que lhes foi outrora concedido, é preciso sentar-se à mesa e apresentar proposta para a solução do problema presente, uma vez que a greve é um instrumento democrático de se vindicar direitos, onde as tentativas de negociação pacíficas não foram suficientes para assegurá-los. Assim, reconhecemos a justa reivindicação desses profissionais que diuturnamente arriscam suas vidas para garantir a segurança da população, o que nos motiva prestar-lhes solidariedade e manifestar-lhes nosso apoio.



Conselho Comunitário de Segurança Pública - 6º DP – Cids Norte (Cohab)

Conselho Comunitário de Segurança Pública - 13º DP – Cids Norte (Cohatrac)

Associação Comunitária do Bairro Forquilha

Associação Comunitária da Vila Isabel Cafeteira

Associação Comunitária do Cruzeiro do Anil

União de Moradores do Bairro Aurora

Instituto Cidadania e Comunidade – ICCOM (Cohab)



fonte:
http://www.louremar.com.br/

sábado, 5 de novembro de 2011

AS CONSEQUÊNCIAS DA GREVE NAS INSTITUIÇÕES MILITARES

Como é cediço, a Magna Carta de 1988, em seu artigo 142, parágrafo 3º, inciso IV, proíbe a sindicalização e a greve aos militares. O artigo 42, da mesma Carta, diz que as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares, são militares dos Estados, e neste caso, a regra proibitiva da greve é, também, aplicada às instituições militares dos Estados, conforme o parágrafo 1º, do artigo 42, da CF de 88. Com o devido respeito a quem pensa diferente, ENTENDEMOS QUE O COMANDO PROIBITIVO/IMPEDITIVO AOS MILITARES, NA NORMA ACIMA MENCIONADA, CONSTA MAIS COMO UMA FORMA DE INTIMIDAÇÃO ÀS INSTITUIÇÕES MILITARES QUE, SEM PODER FAZER QUALQUER MOVIMENTO, FICAM A MERCÊ DA SENSIBILIDADE DOS GOVERNANTES, QUE NUNCA VÊM E AMARGAM OS PIORES SALÁRIOS. A regra é constitucional, mas não é absoluta, como não são tantas outras, cito como exemplo, a constante do mesmo artigo 142, parágrafo 2º, da Lei maior. Num Estado Democrático de Direito, nem mesmo a própria soberania do Estado será vista de forma absoluta.

Embora não haja legalidade no movimento grevista de uma instituição militar, não entendemos como ele imoral, pois nem tudo que é ilegal, seja, ao mesmo tempo, imoral. No que pese as conseqüências de uma greve nas instituições militares, a história tem registrado que ela (a greve) será (felizmente ou infelizmente) a última e muitas das vezes a única opção que se valem as instituições militares, para que os governantes reconheçam-os e melhorem os baixos salários desta categoria, pois como já visto, quando se trata da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares, estes, sempre são tratados pelos governantes, como se fossem instituições de categoria inferior a tantas outras. Vejam só o tratamento dado pela Governadora Roseana Sarney às instituições PMMA/CBMMA. No Diário da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, do dia 05 de outubro do corrente ano, consta a mensagem de número 063/11, onde a Governadora do Estado do Maranhão submete a apreciação daquela casa o Projeto de Lei de número 243/11, que dispõe sobre subsídio da Polícia Civil do Estado do Maranhão, elevando os salários daquela categoria de profissionais da segurança pública, quando o subsídio de um delegado Especial de Polícia Civil vai ser de R$ 11.970,00 (onze mil novecentos e setenta reais). Já no Diário da AL do dia 25 de outubro de 2011, a Governadora submete a apreciação daquela casa, o Projeto de Lei número 245/2011, que dispõe sobre o aumento dos agentes penitenciários do Maranhão que varia de R$ 2.502,31, (dois mil, quinhentos dois reais e trinta e um centavos) até 3.375,93 (três mil, trezentos setenta e cinco reais e noventa e três reais) como subsídio. MAS A GOVERNADORA DE FORMA PREMEDITADA NÃO MANDOU E NEM INCLUIU EM NENHUM PROJETO DE LEI NENHUMA MELHORIA SALARIAL PARA OS INTEGRANTES DA POLÍCIA MILITAR E DOS BOMBEIROS MILITARES DO NOSSO ESTADO. É mas do que justo que os agentes penitenciários recebam um bom salário, bem como os Delegados e os demais integrantes da Polícia Civil, pelo perigoso serviço que desempenham. Agora o que não é justo, o que não é legal, é o tratamento dado pela Governadora do Estado, aos policiais e bombeiros militares que não desenvolvem um trabalho menos perigoso e nem menos importante do que os agentes e os Delegados de Polícia Civil, mas em contrapartida um soldado tem um subsídio de R$ 2.028,00 (dois mil e vinte e oito reais) e um coronel com 30 (trinta anos de serviço), da PM/CBM recebe um subsídio de R$ 10.400,00 (dez mil e quatrocentos reais), inferior a um Delegado 2ª classe. Esse não é um tratamento justo, não é ético e nem tampouco igualitário, pois todos integram o mesmo Sistema de Segurança do nosso Estado e contribuem para o seu governo, bem como não foi o prometido por Vossa Excelência durante a campanha para governar o Estado. Esse descaso, esse tratamento que está sendo dado à PM/CBM é que tem deixados indignados, insatisfeitos, desmotivados, desprestigiados e vai levá-los ao extremo, pois tenho certeza que se não tivesse sido enviado pelo Governo do Estado nenhum Projeto de Lei, para os Agentes Penitenciários, para os Delegados de Polícia e para outras categorias de servidores públicos, as instituições militares estariam caladas e não iriam se manifestar por não ser pertinente, mas como está posto, não há mais alternativa, a não ser essa (a paralisação). Assim sendo, a regra proibitiva da greve não deve ser interpretada de forma absoluta e restritiva, tirando dos militares o direito de lutar por melhores salários, como fazem todas as demais categorias de servidores públicos, pois seria de todas as formas, dar tratamento diferenciado às instituições militares, tão importantes para a segurança e o desenvolvimento de um Estado e de uma nação.

Como disse, a greve é a última opção das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares para lutarem pelos seus direitos que não são reconhecidos pelos governantes, mas de todas as que já ocorreram no Brasil, digo todas, sem exceção, trouxeram e trazem conseqüências diversas. O melhor seria evitá-la, o que só depende da governadora do Estado, de se sensibilizar e reconhecer o trabalho imprescindível das instituições militares para com o Estado e com a sociedade, da mesma forma que enviou um Projeto de Lei elevando o subsídio dos Agentes Penitenciários, dos Delegados e de outras categorias de servidores públicos do Estado, que envie, também, um Projeto de Lei elevando o subsídio dos integrantes da PM/CBM, o que é justo, oportuno e conveniente e o que todos desejam, que seja dado um tratamento isonômico e, desta forma, serão evitadas as piores conseqüências., como expostas abaixo:

ANTES: Na pré-greve vive-se um momento de euforia, de expectativa, de esperança, de conquista de seus direitos reivindicados, onde são traçadas as estratégias de como o movimento vai ser desenvolvido, dificilmente se faz uma avaliação do que acontecerá durante e depois da greve. Aqui não se vislumbra qualquer prejuízo, a leitura do cenário só será feita de forma positiva, o que é um grande erro.

DURANTE: Em todas as greves já desencadeadas pelas Instituições Militares no País, o registro que temos são os piores possíveis. Em nenhum movimento grevista só se registra ganhos para todos os lados, sempre há prejuízo. Agora uma coisa são os prejuízos registrados quando, por exemplo, a greve é deflagrada pela Polícia Militar. Neste caso, os prejuízos são incalculáveis e atinge a todos. Tem prejuízo a sociedade de um modo geral; os empresários e todos aqueles que dependem da força pública para desenvolver seus negócios; os próprios militares quando de um possível confronto com seus companheiros ou com qualquer outra força – o que deve ser evitado a qualquer custo - e sofre, também, o governo do Estado, quando deixa chegar a esse ponto extremo, sendo que algumas vezes será preciso recorrer ao Governo Federal, pedindo o auxílio das Forças Federais ou até mesmo da Força Nacional de Segurança Pública, para manter a ordem, o que gera custos altíssimos e funciona apenas de forma paliativa. Já tivemos no Estado a paralisação da Polícia Civil, por mais de trinta dias e os prejuízos ficaram registrados. Porém, diferentemente será uma parada da PM por mais de 24 horas, certamente não haverá como se presumir os prejuízos para toda à sociedade.

DEPOIS: As conseqüências depois da greve não serão menos traumáticas do que os registros durante a greve, a começar pela responsabilização por parte do Governo do Estado dos integrantes dos movimentos que podem chegar até o indiciamento por crimes militares, sem esquecer a responsabilidade aqueles que tinham, pelo menos, funcionalmente, o dever de evitá-la, pois quando uma greve é deflagrada por uma instituição militar, o primeiro fracasso é de quem comanda a instituição. Embora seja justo registrar que um (a) Governador (a) não deixa de dar aumento em função do Comandante, pois este apenas pede, mas não tem o poder de decisão.

Portanto, fica aqui o alerta de que todos estejam cientes das reais conseqüências de uma greve das instituições militares. Mormente, o Governo do Estado, na pessoa da Governadora Roseana Sarney, a quem cabe corrigir essa discrepância e evitar tudo isto, enviando um Projeto de Lei que inclua e beneficie, também, os Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Maranhão. Como vimos não há nenhuma intransigência da PM/CBM, estes estão apenas lutando por um direito e um tratamento digno e igualitário. A intransigência, a falta de sensibilidade fica por conta da Governadora do Estado que de forma clara e acintosa trata a Polícia Militar e os Bombeiros Militares, com desprezo e descaso, como mostram os fatos aqui expostos. E como diz o velho adágio, “contra fatos não há argumentos”. VIVA O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, VIVA AS INSTITUIÇÕES MILITARES DOS ESTADOS E VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO.



Cel. QOPM Francisco Melo da Silva.




sexta-feira, 3 de junho de 2011

PMS LADRÕES DEVEM IR PARA PRISÕES COMUNS

A Polícia Militar quer mandar para presídios comuns os integrantes da corporação envolvidos na onda de roubos a caixas eletrônicos. A medida foi anunciada ontem pelo comandante-geral da PM, Coronel Alvaro Camilo, e depende da autorização da Justiça Militar. Ele determinou o reforço no patrulhamento na madrugada, com a participação da Força Tática e das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA).

Hoje, policiais que cometem crimes comuns são encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista. Caso seja aprovada pelo Tribunal de Justiça Militar, a regra deve mudar. "São bandidos e merecem o mesmo tratamento que um preso qualquer, em um presídio comum. Seremos implacáveis com os desvios de conduta", afirmou Camilo. Até agora, nove policiais foram presos acusados de encobrir os ataques a caixas.

A constatação de que 80% dos casos de roubo a caixas eletrônicos contam com a participação de policiais militares abriu uma crise na corporação. De acordo com a própria PM, o número de policiais envolvidos nesses crimes pode aumentar com o avanço das investigações. Atualmente, 26 são suspeitos de participação nos crimes. O comando da corporação afirma que se usa a via rápida para a punição de envolvidos em irregularidades e que em até 90 dias pode determinar a punição. Não é necessário o término da investigação civil para isso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

terça-feira, 26 de abril de 2011

Primeiro trimestre de 2011 registra 143 assassinatos na Grande São Luís

Número foi igual ao do mesmo período de 2010


Dos crimes deste ano 97 tiveram uso de arma de fogo


POR WELLINGTON RABELLO

Levantamentos feitos junto ao livro de ocorrências do Instituto Médico Legal (IML) mostraram que nos três primeiros meses deste ano houve o registro de 143 assassinatos na região metropolitana de São Luís, incluindo homicídios e latrocínios (roubo seguido de morte), mesmo número de mortes do primeiro trimestre de 2010. Um dado que chamou atenção durante a apuração foi a quantidade de pessoas vítimas de armas de fogo, um total de 97, contra 34 de armas brancas e 12 por outros meios, quando o crime é cometido com uso de pau, pedra, por espancamento, estrangulamento ou agressão.

Nos três municípios da Grande Ilha houve o registro de assassinatos, mas os bairros de maior número de mortes são da capital, ficando o Coroadinho em primeiro lugar com nove ocorrências, seguido do São Raimundo e Liberdade, com seis cada um. Logo atrás vieram Maiobão e Cidade Olímpica, com cinco; e Aurora, Sá Viana, Jardim Tropical e Maracanã, com três.

Das 143 pessoas mortas, nesses três meses, 138 são do sexo masculino, sendo dez adolescentes, um homossexual e pelo menos dois idosos. O número de mulheres mortas totalizou cinco, todas de maior idade.

Três policiais militares estão entre as vítimas de homicídio contabilizadas no primeiro trimestre de 2011, sendo um a cada mês. As ocorrências foram registradas no Maiobão, com a morte do PM Francinaldo dos Santos, 38 anos, em janeiro; no Sá Viana, onde morreu Marinaldo Santos da Silva, que era lotado na CPTUR, 38 anos, em fevereiro; e no Anil, em março, quando foi assassinado o militar José Francisco Assis Moraes, 44 anos.

O trimestre foi marcado pelo assassinato de sete ex-presidiários e de três criminosos; estes últimos foram mortos durante confronto com policiais militares: Ronilson de Jesus Ramos, 38 anos, na Vila Isabel Cafeteira, em fevereiro; Wessiton Cruz Vieira, conhecido como “Pichona”, 25 anos, na Vila Isabel Cafeteira; e Marcos Vinícius Fonseca, 20 anos, na Divineia – ambos no mês de março. Nas Unidades prisionais foram registradas duas mortes, a de Antônio Ismael da Conceição, 30 anos, na CCPJ do Anil, com mais de 25 chuçadas; e a de Josué Salazar de Sousa, na Penitenciária de Pedrinhas – casos ocorridos no mês de fevereiro.

Janeiro – O mês de janeiro registrou um total de 54 assassinatos, número superior ao de 2010 quando houve 51 homicídios. Das 54 mortes, 38 foram praticadas com armas de fogo, dez com armas brancas e seis por outros meios. Entre as vítimas, 45 foram homens, três eram mulheres e seis adolescentes.

Os crimes foram praticados em regiões distintas da Ilha, não tendo um bairro com maior número de mortes, a maioria totalizou dois crimes, como o São Francisco, Sá Viana, Mocajituba/Maioba, Vila Vicente Fialho, Maracanã, Bairro de Fátima, São Raimundo, Santo Antônio, Vila Flamengo, Vila Brasil, Coroadinho e Maiobão. O Bairro da Liberdade, que sempre figura como um dos mais violentos, apareceu com apenas um homicídio.

Em janeiro, três crimes tiveram destaque na imprensa. A morte de Paulo de Tarso Colins Silva, 22 anos, vítima de arma de fogo em frente à rodoviária, na Avenida dos Franceses; a de Carlos Fernando Madeira da Costa, conhecido como “Aquático”, 22 anos, assassinado em plena luz do dia, às 12h, no Jardim América; e a de José Wilson Rodrigues da Costa, o “Urso”, 33 anos, morto dentro de sua própria casa, também ao meio-dia, na Vila Magril – área da Santa Bárbara.

Fevereiro – Neste mês, houve o registro de 38 assassinatos, três a menos do mesmo período de 2010. Em fevereiro, 21 pessoas foram mortas com armas de fogo, 14 com armas brancas e três pelo uso de outros meios. Todas as vítimas eram do sexo masculino, sendo três adolescentes e um idoso.

O bairro mais violento deste mês foi o Coroadinho com quatro mortes, seguido pela Aurora e Cidade Olímpica, cada um com dois homicídios. A Liberdade voltou a registrar apenas um assassinato.

Entre os crimes que tiveram destaque está o que vitimou João Batista de Sousa, 41 anos, executado na manhã de um sábado, próximo à feira da Cidade Olímpica com três tiros na cabeça. Ele era presidente da União de Moradores do Residencial José Reinaldo Tavares. Outro caso foi o de José de Ribamar Lopes de Amorim, 58 anos, assassinado pelo seu próprio irmão, Raimundo Lopes de Amorim, 65 anos, em Paço do Lumiar; e ainda a morte do idoso Ocindo Costa Gonçalves, 72 anos, vítima de arma de fogo no Conjunto São Raimundo – o crime foi motivado por ciúmes, pois o autor seria namorado de uma mulher com a qual a vítima também havia mantido um relacionamento.

Março – O mês de março foi marcado por 51 homicídios, número igual ao registrado em 2010. Das 51 mortes, 38 tiveram o emprego de armas de fogo, dez de armas brancas e três por outros meios. Das vítimas, 49 eram homens, sendo um adolescente, e apenas duas mulheres.

A Liberdade apareceu com o bairro mais violento, com a ocorrência de quatro homicídios. Em segundo lugar, ficaram empatados com três mortes a Cidade Operária, São Cristóvão, São Raimundo e Coroadinho.

Em março, nove crimes mereceram destaque nos meios de comunicação, sendo quatro com características de execução. Marco Antônio de Castro Zaqueu, 33 anos, teve o pescoço cortado na Cidade Operária; os ex-presidiários Jefferson Tadeu dos Santos, 24 anos, e Hamilton Silva Lindoso, 26 anos, foram executados a tiros em frente à Boate Marrocos, no São Cristóvão; o vigilante Ronaldo Fernando Ferreira, 37 anos, foi morto a tiros quando trabalhava, na Vila Maranhão; Damázio Santos Belfort Filho, 33 anos, foi alvo de disparos em plena luz do dia, no São Cristóvão; Raimunda de Assis da Conceição, 42 anos, morreu vítima de 11 golpes de faca, desferidos pelo seu marido, Edjane Mota, na Cidade Operária; o ex-presidiário Robson Galvão Lindoso, 28 anos, executado com dois tiros na cabeça, na Praia do Meio/Araçagi; Benedito Guimarães Carvalho, 48 anos, também morreu com características de execução, em seu bar, na Cohab/Anil; e Kelisson Wanderson Santos Barbosa, conhecido como “Pichichito”, 15 anos, morto quando tentava assaltar um comércio no Santo Antônio.

Dos crimes, apenas as mortes de Marco Antônio Zaqueu e de Raimunda de Assis tiveram a autoria definida, mas o autor deste último continua em liberdade. Os outros sete continuam sendo investigados pela polícia, não tendo ainda suas autorias e nem as motivações apontadas.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Morre o Ex-Governador Jackson Lago

SÃO LUÍS – Morreu, nessa segunda-feira (4), às 17h50, Jackson Kléper Lago, 76 anos, ex-governador do Maranhão e ex-prefeito de São Luís, capital maranhense. Ele estava internado havia seis dias, no Hospital do Coração, em São Paulo (SP), por causa de problemas respiratórios, complicações decorrentes de um longo tratamento contra um câncer de próstata.

Jackson Lago estava em São Paulo desde o fim das eleições para o governo do Estado, em outubro de 2010. Lá, acompanhado da família, enfrentou mais uma etapa do tratamento quimioterápico, que foi encerrado em fevereiro deste ano. Por causa do tratamento, a saúde do ex-governador ficou bastante debilitada.

O corpo de Jackson Lago deve chegar a São Luís às 14h45 desta terça-feira (5), em um voo da TAM que sai de São Paulo (SP) às 11h30. O velório ocorrerá na sede do PDT, na rua dos Afogados, no Centro de São Luís. O sepultamento será realizado às 10h30 de quarta-feira (6), no cemitério Parque da Saudade, no Vinhais.

Luto oficial

A governadora Roseana Sarney decretou luto oficial de três dias no Estado. A Assembleia Legislativa também decretou luto oficial de três dias.

Em nota de pesar, a governadora do Estado lamentou a morte do adversário político e disse que nunca foram inimigos. "[...] Por ele sempre tive um profundo respeito. O Maranhão perdeu uma figura expressiva do seu mundo político que nos deixará um vazio. Solidarizo-me com sua mulher, seus filhos e demais familiares."

História

O ex-governador Jackson Lago nasceu em 1º de novembro de 1934, no município de Pedreiras, na região central do Maranhão. Foi na cidade, que fica a 270 km de São Luís, onde iniciou a sua carreira política, ainda na época da ditadura militar, na década de 1960.

Lago formou-se em Medicina. Durante vários anos, exerceu a profissão em hospitais e lecionou na Faculdade de Medicina do Estado.

Em 1979, ajudou a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT), ao lado de Leonel Brizola e de outros políticos de grande relevância nacional. Permaneceu filiado ao PDT durante toda a sua trajetória política, sendo, atualmente, um dos vice-presidentes da Executiva Nacional do partido.

Jackson Lago foi prefeito de São Luís por três vezes: de 1989 a 1992, de 1997 a 2000 e de 2001 a 2002, quando se candidatou ao governo do Estado. Nas eleições de 2002, foi segundo lugar nas eleições, com 42,5% dos votos, perdendo para o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Em 2006, Jackson Lago candidatou-se novamente ao governo do Estado e foi eleito, em 2º turno, com 51.82% dos votos, disputados com Roseana Sarney.

Ele ficou no comando do Maranhão por dois anos, três meses e 15 dias. Em 16 de abril de 2009, teve o mandato cassado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por ter cometido irregularidades durante a campanha de 2006, como abuso de poder e compra de votos.

No ano passado, Jackson Lago candidatou-se, pela terceira vez, ao governo do Estado. Em uma aliança do PDT com o PSDB, enfrentou uma campanha forte e cansativa, ao mesmo tempo que lutava contra o câncer de próstata, que vinha tratando desde 2004. A doença, porém, vinha se agravando.

Ficando em terceiro lugar nas eleições, com 19,53% dos votos, Jackson Lago ficou afastado das atividades políticas e seguiu para São Paulo para continuar tratando do câncer, mas não resistiu após cinco meses de tratamento.

Jackson Lago era casado com a médica Clay Lago e deixa três filhos.



terça-feira, 22 de março de 2011

HUMOR TRÁGICO

Só no Brasil acontece dessas coisas...

Suspeito de assaltar casas em SP diz que usava técnica para dominar cães

Homem e cúmplice foram detidos na quinta-feira (17) após denúncia. Segundo polícia, suspeito disse já ter assaltado mais de 80 casas.

Do G1 SP

Um cabeleireiro detido na quinta-feira (17) disse em depoimento à polícia que utilizava uma técnica para dominar os cães das casas que furtava nas zonas Norte e Sul de São Paulo. Segundo policiais do 20º Distrito Policial, de Água Fria, onde o caso foi registrado na sexta-feira (18), o homem de 26 anos afirmou ser "sensitivo" e disse usar seu dom para facilitar o roubo das casas com cães de guarda.

Ainda de acordo com a polícia, o cabeleireiro confessou ter furtado mais de 80 casas na cidade desde 2009. Ele arrombava janelas e portas de vidro para entrar. Nas casas com cães, o homem disse que as empregadas domésticas geralmente deixavam as portas dos fundos abertas. Ele afirmou que furtava desde televisores até bebidas, sem entrar nos quartos, para não acordar os donos.

Denúncia

O cabeleireiro e um cúmplice foram detidos na quinta-feira sob a suspeita de furtar uma casa em outubro de 2010. A Polícia Militar recebeu uma denúncia do dono da casa de que um dos suspeitos estava na Rua Comendador Armando Pereira, na Vila Albertina, na Zona Norte da capital. O homem de 26 anos foi encontrado e detido no local.

Em sua residência, os policiais encontraram eletrodomésticos, relógios, garrafas de bebidas alcoólicas, joias, entre outros objetos. O cúmplice, outro cabeleireiro de 23 anos, estava na casa e foi reconhecido pelos policias. Os dois foram indiciados por furto qualificado. Como não houve flagrante, a dupla vai responder em liberdade pelos crimes.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/03/suspeito-de-assaltar-casas-em-sp-diz-que-usava-tecnica-para-dominar-caes.html

quarta-feira, 16 de março de 2011

SEGURANÇA DESCOBRE PLANO DE NOVA REBELIÃO SANGRENTA E ISOLA PRESOS NO QUARTEL

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão determinou, ontem, o isolamento de seis presos da Casa de Detenção (Cadet), suspeitos de planejarem uma nova rebelião, programada para acontecer na próxima semana, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Segundo o secretário-adjunto de Administração Penitenciária (Saap), João Bispo Serejo, os detentos teriam articulado a destruição de parte da unidade prisional, no período do Carnaval.


Os presos foram transferidos para o presídio conhecido como Manelão, no Quartel da Polícia Militar, no Calhau. Entre os detentos transferidos está Moisés Magno Soares Rodrigues, o Saddam, acusado de comandar de dentro da Penitenciária de Pedrinhas a última rebelião na Delegacia Regional de Pinheiro (na qual sete internos foram assassinados, quatro deles decapitados) e de exigir depósitos bancários de até R$ 4 mil para as famílias dos presos que foram poupados no motim.

“Geralmente, nesse período carnavalesco, acontecem conflitos entre facções rivais, formadas por presos da capital contra os do interior. Este ano, especificamente, tivemos informações do Serviço de Inteligência da SSP de que esse grupo de detentos estava planejando destruir a Cadet e, conseqüentemente, promover mais uma rebelião. Eles permanecerão custodiados no Quartel da PM até que passe o período carnavalesco. Até lá, faremos algumas revistas nos pavilhões”, explicou Serejo.

Também foram transferidos Lucelmo Farias Gomes, de 21 anos, preso em agosto de 2007 por assalto; André Aparecido Rodrigues, o Zidane, e Antônio Luís Borralho Júnior, conhecido como Axixá, ambos presos em janeiro de 2010 por tráfico de drogas e latrocínio; Marcelo Teixeira Damas, o Marcelo Grilo, de 27 anos, recapturado em setembro de 2010, depois de fugir do Cadeião de Pedrinhas; e Marcos Vinícius Frazão, o Lacraia, preso em 2008 por integrar uma quadrilha de assaltantes no bairro Jardim Tropical.

Alta periculosidade – Saddam, segundo informações da polícia, passou a comandar as ações criminosas de dentro das unidades prisionais do estado depois de trucidar com 116 golpes de chuço, em abril de 2006, o colega de cela Marinilton Belém da Silva, de 24 anos, com quem nutria uma rixa antiga. O crime ocorreu, na época, no interior da cela 8 da Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), no bairro Anil. Ele ainda deixou um chuço cravado nas costas da vítima.

Mais

A notícia da retirada preventiva dos presos da Cadet foi bastante debatida nos programas de rádio da capital. No Rádio Patrulha (Mirante AM), apresentado pelo radialista Domingos Ribeiro, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA chegou a denunciar que o detento Saddam faria parte de uma “organização criminosa, liderada por agentes públicos”, e que “ele costuma gozar de regalias dentro do sistema prisional”.

Saulo Maclean - Da editoria de Polícia

fonte: Jornal O Estado do Maranhão

quinta-feira, 3 de março de 2011

CONFRONTO ENTRE AGENTES DA POLÍCIA DEIXA INVESTIGADOR MORTO NA BA


Um confronto entre agentes da Polícia Civil de Salvador, na Bahia, na noite dessa quarta-feira, terminou com a morte do investigador Valmir Gomes, da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), suspeito de extorquir um jovem flagrado com drogas.

Segundo a corregedora da Polícia Civil um jovem de 19 anos, foi abordado por agentes da Polícia Especializada em Furtos e Roubos, ao tentar comprar lança-perfume na rua Paulo VI. O grupo de policiais exigiu dinheiro para não prendê-lo.

O rapaz foi prestar depoimento à Corregedoria de Polícia. Lá, ele foi encaminhado para a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes. Ao saberem do caso de extorsão, os agentes da DTE decidiram ir ao local marcado para o pagamento a fim de flagrar os colegas cometendo o crime.

Quando o rapaz chegou ao local combinado, os policiais perceberam que ele estava acompanhado por outros policiais. Houve troca de tiros pelos dois grupos.

Investigação

Gomes, suspeito de integrar o grupo que cobrava propina, estava dirigindo o carro em fuga quando foi baleado. O investigador foi levado para o Hospital Geral do Estado, mas não resistiu.

Segundo a corregedoria, ele estava acompanhado de outras duas pessoas, numa viatura não padronizada. Com a troca de tiros, os outros dois homens fugiram e estão sendo procurados.

As armas e os carros envolvidos na operação foram levadas para perícia. A investigação está nas mãos da Corregedoria da Polícia Civil.

Greve

O fato levou ao protesto de agentes civis, na porta da corregedoria, que teve as ruas de acesso interditadas pelos próprios manifestantes. Eles declararam estado de greve até que sejam apresentados os autores dos disparos.

O clima esquentou ainda mais com a chegada dos agentes do COE (Centro de Operações Especiais), órgão que apoiou a ação, e foram recebidos com ho

Fonte: http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=100000406249

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

PF FAZ OPERAÇÃO CONTRA PMs ENVOLVIDOS EM HOMICÍDIOS EM GOIÁS

A Polícia Federal de Goiás deflagrou na manhã desta terça-feira a operação Sexto Mandamento para desarticular uma organização criminosa formada por policiais militares envolvidos em homicídios no Estado.


De acordo com a PF, foram emitidos 19 mandados de prisão preventiva e oito mandados de prisão temporária, além de mandados de busca e apreensão. O total de procurados são 19, sendo 13 em Goiânia e seis no interior do Estado. Alguns dos envolvidos possuem mais de um de mandado de prisão. A operação foi denominada Sexto Mandamento em referência à Bíblia, cujo sexto mandamento é não matarás.

As investigações começaram há cerca de um ano e entre os envolvido estão policiais das mais diversas patentes. A organização criminosa cometia homicídios e simulava os crimes como confrontos com as vítimas. Crianças, adolescentes e mulheres, sem qualquer envolvimento com o crime, foram mortos.

Os militares também matavam durante o horário de serviço e com uso de carros da corporação. os corpos eram escondidos.

Dentre os investigados, encontra-se o atual Sub-Comandante Geral da Polícia Militar de Goiás, o ex-Secretário de Segurança Pública e o ex-Secretário da Fazenda de Goiás, os dois últimos como suspeitos pela prática de tráfico de influência que resultaram nas promoções de patentes de integrantes da organização criminosa.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/875808-pf-faz-operacao-contra-pms-envolvidos-em-homicidios-em-goias.shtml

PM PODE SER AFASTADO POR FAZER STRIP-TEASE

O GLOBO

SÃO PAULO - Um subtenente da Polícia Militar do Maranhão, lotado no município de Santa Luzia do Tide, a 290 quilômetros de São Luís, foi afastado do comando da corporação depois que um vídeo com imagens do militar fazendo um strip tease sobre uma mesa foram divulgadas. O vídeo teria sido gravado em 2008 e a PM abriu uma sindicância e tem 20 dias para investigar se as imagens foram feitas dentro do quartel. Em caso positivo, o militar será julgado pela Justiça Militar e poderá perder o cargo.

Veja as imagens do strip tease do subtenente http://www.youtube.com/watch?v=YPxnDHDvbKQ

Nas imagens, o policial aparece dançando e levantando a camiseta. Em um momento do vídeo, ele tenta esconder o rosto cobrindo a câmera, mas logo volta a dançar e é incentivado a subir sobre uma mesa. No final, ele abaixa a bermuda.

Segundo a Polícia Militar, o subtenente foi afastado de suas funções por ser motivo de chacota. O comandante geral da PM, Franklin Pacheco, disse que o militar tem 30 anos de serviços e nunca tinha tido qualquer desvio de conduta. O comandante informou que o militar seria promovido em breve a tenente por merecimento. O vídeo agora está nas mãos da Secretaria de Segurança Pública. O subtenente, identificado como Carlos Aguiar David, não quis dar entrevistas.

Fonte: http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/02/14/militar-do-maranhao-afastado-apos-video-mostrar-strip-tease-sobre-mesa-923800329.asp

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

R/2 assume Comando do BOPE

Escrito por Ten Mergulhão, Presidente da AORE/RJ


Ter, 28 de Dezembro de 2010 11:49


Oficial R/2 nas Polícias Militares de todos os Estados da União, não é novidade. E nem no BOPE que já foi comandando pelo Coronel Mario Sérgio, também R/2, hoje Comandante Geral da PMERJ.

E o Ten Cel René já era Subcomandante há algum tempo, um bom e querido amigo, que freqüenta com regularidade os grandes eventos no CPOR do Rio de Janeiro.

O Tenente Coronel PM Wilmam René Gonçalves Alonso, assumiu nesta terça-feira dia 28 de dezembro, o Comando do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o famoso internacionalmente BOPE.

Muito elogiado pelo Ten Cel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, que deixa o BOPE para assumir o Comando do 12º Batalhão de Polícia Militar (Niterói), "o Ten Cel René é o melhor Comandante que poderíamos encontrar para este que é o melhor BOPE do mundo". "O René", continuou o Comandante substituído, "tem a cara desta Unidade e está aqui desde Tenente. Pelos cursos que ouviram naquele resumo, pois ele tem muitos mais, viram que é super qualificado e dará conta do recado."

Já o Coronel Mário Sergio, Comandante Geral da PMERJ, nos elogios que teceu aos dois comandantes, substituto e substituído, falou que quem assume tem a responsabilidade de fazer mais e melhor.

Ao final da cerimônia, ouvimos as palavras do Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame com os elogios pelas recentes atuações do BOPE como na tomada do complexo do alemão

sábado, 1 de janeiro de 2011

ABORDAGEM POLICIAL - COMO SE COMPORTAR ?

Sem dúvidas, uma das situações mais tensas no serviço policial é a realização de uma abordagem, popularmente conhecida como “baculejo”. Seja pela truculência dos policiais ou pela resistência do abordado, o fato é que dificilmente a população entende que esse procedimento é essencial no nosso trabalho.


Geralmente encaram tal situação como um desrespeito e ofensa à dignidade e aos direitos do cidadão. Como diz o velho ditado: “polícia de perto incomoda e longe faz falta“. Ou seja, todo mundo quer que a polícia trabalhe de maneira enérgica, desde que não seja você o incomodado (pimenta no dos outros…). Pensando nisso, resolvi esclarecer algumas dúvidas sobre os direitos que as pessoas têm durante uma abordagem policial e também explicar o porque certas condutas são aplicadas, desmistificando alguns procedimentos frequentemente confundidos com abuso de autoridade, despreparo ou violência policial, além de dar uns conselhos – de amigo, nada oficial – sobre como proceder nesse momento tão crítico.

Em 2008, o Governo Federal divulgou um folheto sobre como se comportar durante uma abordagem policial, que foi devidamente explorado pelo Danillo Ferreira em seu blogue. Vejamos os principais pontos, seguidos de pequenos comentários desse que vos escreve:

O que fazer quando for abordado pela polícia?

- Fique calmo e não corra; Quem não deve, não teme.
- Deixe suas mãos visíveis e não faça nenhum movimento brusco; Lembre-se que os policiais também estão sob pressão.
- Não discuta com o policial nem toque nele; Qualquer ação pode ser interpretada como resistência
- Obedeça estritamente o comando do policial; E tudo acabará bem se você não cometeu algum crime - Não faça ameaças ou use palavras ofensivas. Resistir só piora as coisas

Ao ser abordado você tem direito a…
- Saber a identificação do policial; Observe o nome na farda e/ou número na viatura
- Ser revistado apenas por policiais do mesmo sexo que você; O Artigo 249 do CPP abre exceções, mas dificilmente algum policial arriscará cometer um abuso desse tipo
- Acompanhar a revista de seu carro e pedir que uma pessoa que não seja policial a testemunhe; Mesmo sem testemunhas acompanhe a busca, mas aguarde a permissão do policial
- Ser preso apenas por ordem do juiz ou em flagrante; Recebeu voz de prisão é melhor não reagir, pois se for necessário utilizarão a força.
- Não ser algemado se não estiver sendo violento ou tentando fugir da abordagem. Discordo nesse ponto, uma vez que é impossível prever a intenção de alguém detido pela polícia. As algemas garantem a segurança dos policiais, de terceiros e até mesmo evita confrontos desnecessários com o detido. Vai de cada policial adotar ou não as “pulseiras”, caso ele queira algemá-lo é melhor aceitar.

Agora vamos para o que acontece na prática. Policial não tem bola de cristal, por mais que ele tenha o tirocínio apurado é impossível ter a certeza que um suspeito está em flagrante delito, nem tampouco prever a reação do abordado. Por isso, partimos da premissa que a NOSSA SEGURANÇA ESTÁ EM PRIMEIRO LUGAR. Entenda porque cada ordem deve ser executada sem questionamento.

Mãos na cabeça. Quando mandamos alguém por as mãos na cabeça é mão na cabeça e ponto. Não se pretende humilhar o cidadão, o objetivo é evitar qualquer reação ofensiva, já que a maneira mais provável de tentar isso seja utilizando-as. Atenção! Levá-las ao bolso (para mostrar os documentos) pode desencadear uma resposta ainda mais hostil por parte dos policiais (trabalha-se com a hipótese de que uma arma pode ser sacada).

Abra as pernas. Não, nós não pretendemos realizar algum fetiche sexual. O que queremos é verificar se o abordado não escondeu algo ilícito (armas, drogas ou produto de roubo) em baixo de suas partes íntimas, entre outros locais. As pernas abertas também dificultam uma possível reação do abordado, que perde um pouco do equilíbrio para correr ou chutar o policial. Também não estranhe se mandarem ficar de joelhos ou até mesmo deitar no chão. Somente quem está abordando sabe a real necessidade (o risco que corre) de chegar a esse extremo. Aliás, isso é prática aprovada pelos órgãos defensores dos Direitos Humanos.

Pela minha experiência percebi que as pessoas enquanto abordadas seguem um ciclo. Primeiro se negam a colaborar, normalmente com frases “Eu não sou vagabundo pra ser revistado” ou “Vá prender ladrão ao invés de perseguir cidadão de bem”. Sem efeito, apelam para a intimidação “Você sabe com quem está falando?” ou “Eu vou tirar a sua farda” e ainda aquele “Sou amigo/irmão/primo do coronel/delegado/vereador fulano de tal”. Igualmente ineficaz e já tornado algo que poderia ser simples em uma situação irreversível tentam sensibilizar o policial com “Por favor, eu sou trabalhador. Me libera aí”. Sem sucesso apelam desesperadamente para o suborno com “Não tem uma maneira de resolvermos isso por aqui mesmo?”.

Sabendo disso, o principal conselho que dou a todos que me perguntam sobre o assunto: COLABORE! Os policiais estando certos ou não. Você estando certo ou não. É muito importante colaborar para pelo menos “minimizar problemas” e se por ventura se sentiu prejudicado procure posteriormente a Corregedoria de seu Estado. Contudo, muito cuidado ao fazer denúncias, tenha certeza de que realmente houve excessos, pois você poderá prejudicar pessoas honradas que somente estavam cumprindo com o seu dever.