segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Brasil tem um policial assassinado a cada 32 horas

CLARA ROMAN
VALMAR HUPSEL FILHO
DE SÃO PAULO

Um policial é assassinado a cada 32 horas no país, revela levantamento feito pela Folha nas secretarias estaduais de Segurança Pública.

União não sabe nada de facção criminosa, diz secretário Seis pessoas são mortas e ônibus é incendiado em SP. Policial escapa de dois atentados seguidos na zona sul. Governos federal e do Estado de SP voltam a trocar farpas. Secretário da Segurança nega toque de recolher em São Paulo

De acordo com esses dados oficiais, ao menos 229 policiais civis e militares foram mortos neste ano no Brasil, sendo que a maioria deles, 183 (79%), estava de folga.

O número pode ser ainda maior, uma vez que Rio de Janeiro e Distrito Federal não discriminam as causas das mortes de policiais fora do horário de expediente. O Maranhão não enviou dados.

São Paulo acumula quase a metade das ocorrências, com 98 policiais mortos, sendo 88 PMs. E só 5 deles estavam trabalhando. O Estado concentra 31% do efetivo de policiais civis e militares do país, mas responde por 43% das mortes desses profissionais em 2012.

Pará e Bahia aparecem empatados em segundo, cada um com 16 policiais mortos.

Para Camila Dias, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, o número é elevado. "Apenas para comparação, no ano de 2010 foram assassinados 56 policiais nos EUA."

Segundo ela, a função desempenhada pelos policiais está relacionada ao alto número de mortes, mas em São Paulo há uma ação orquestrada de grupos criminosos, que leva ao confronto direto com a Polícia Militar.

Os PMs foram as principais vítimas, no Brasil e em São Paulo: 201, ante 28 civis.



VULNERÁVEL

Para a pesquisadora da USP, a maioria dos policiais é morta durante a folga porque está mais vulnerável e a identificação dos atiradores é difícil.

Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública, diz que os dados revelam uma "caça" a policiais.

Segundo ele, trata-se de um fenômeno recente, concentrado principalmente em São Paulo numa "guerra não declarada" entre PMs e chefes da facção criminosa PCC.

Cabe à polícia, diz Mingardi, identificar os mandantes e a motivação dos crimes para evitar uma matança após a morte de um policial.

Muitos dos policiais morrem em atividades paralelas à da corporação, no chamado bico. "A minha responsabilidade é com o policial em serviço", diz o o secretário de Defesa Social (responsável pela segurança pública) de Pernambuco, Wilsom Sales Damásio, onde morreram 14 policiais neste ano.

Em vários Estados, os policiais reclamam de falta de assistência. "Já houve o caso de um policial ameaçado que foi viver na própria associação até achar uma nova casa", afirma Flavio de Oliveira, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Espírito Santo.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1178051-brasil-tem-um-policial-assassinado-a-cada-32-horas.shtml

terça-feira, 26 de junho de 2012

Fábio Gondim diz que reajuste de militares só para 2015 foi negociado com a categoria


O secretário de Gestão e Previdência, Fábio Gondim, disse em entrevista que o reajuste somente para 2015 aos militares foi negociado com a categoria. Quando? Quem participou? Como pode a categoria aceitar um reajuste salarial somente depois de três anos?
Na verdade, o governo não nutre lá essas simpatias pela corporação, embora sejam os militares que deem segurança para a governadora e família.
Desde a greve dos militares, o então secretário de Planejamento, Fábio Gondim, também passou a jogar contra os militares. Na negociação que resultou no fim do movimento, a corporação conquistou menos de 30% de reajuste, escalonado até 2014.
Conforme a tabela abaixo, um coronel fechado estará ganhando R$ 13.889,18 em 2015. Até lá, um delegado estará recebendo mais de R$ 22 mil. Um soldado ganhará em 2015 R$ 2.708,39. Um policial civil receberá no mesmo período mais de R$ 5 mil. Quanta diferença. Quanta discriminação.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

POLÍCIA DÁ 15 FOLGAS E FIM DE SEMANA EM ANGRA POR PRISÃO DE TRAFICANTE


Rio -  O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio, tenente-coronel Fábio Souza, inovou no marketing e na forma de estimular sua equipe a obter resultados, criando uma “promoção” como forma de recompensa inusitada e talvez inédita na corporação.
Um cartaz no mural de avisos do Choque se assemelha a um anúncio do Velho Oeste e avisa: “Grande Promoção do Batalhão de Choque: Na prisão de ‘Canelão’ ou ‘Neto’ ganhe 15 dias de folga + um fim de semana em Ilha Grande”. Embaixo do texto, no cartaz, há imagens dos dois criminosos, como “procurados” pelo Disque-Denúncia. A recompensa oferecida por Canelão é R$ 2 mil, e R$ 1 mil por Neto.
Inácio de Castro Silva, o Canelão, e Amaro Pereira da Silva, o Neto, são apontados como os dois principais traficantes remanescentes na Rocinha, após a tomada e ocupação da PM na maior favela do Brasil. Eles seriam ainda os responsáveis por alguns dos 11 assassinatos ocorridos na Rocinha desde a ocupação, entre os quais o de Feijão - supostamente morto a mando de Canelão.
Foi uma equipe de policiais do Batalhão de Choque que prendeu o chefão do tráfico na Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, em novembro. A unidade era responsável pelo cerco tático à favela e prendeu Nem quando ele tentava fugir no porta-malas de um carro.
Para o comandante, Fábio Souza, a medida tem o objetivo de estimular os policiais. Em vez de prêmio em dinheiro, o soldado receberia valorizadas folgas e o descanso em uma pousada na parasidíaca ilha em Angra dos Reis. "O batalhão dá o fim de semana em Ilha Grande", disse ao iG, rindo, o tenente-coronel Fábio.
'Canelão' é procurado pela polícia | Foto: Divulgação
O Choque continua a atuar na favela de São Conrado, junto com o CPP (Comando de Polícia Pacificadora), sob o comando do major Édson, ex-Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais). Atualmente, três equipes da unidade continuam a patrulhar a comunidade.
Em grupamentos de oito PMs, os soldados do Choque circulam de 8h às 20 e de 20h às 8h. Um desses grupos pode ter a sorte de ganhar a recompensa. Desde a troca do comando da PM, em setembro, o Batalhão de Choque passou a ter um novo papel operacional, tornando-se cada vez mais uma tropa de elite operacional da PM, ao lado do Bope, com atuação tática importante.
Para isso, foram designados para o comando da unidade dois ex-integrantes do Bope, o tenente-coronel Fábio Souza ("caveira" 90) e o subcomandante, major Vinícius ("caveira" 93). Na opinião do comandante, a prisão de Nem pela unidade aconteceu em um momento importante de mudança de perfil da unidade e ajudou os soldados a ganhar reconhecimento e aumentar a auto-estima.
O Choque recebeu, em abril, o prêmio do Sistema Integrado de Metas da Secretaria de Segurança, por ter se destacado entre as unidades especiais por cumprimento de metas e inovação.

terça-feira, 15 de maio de 2012

SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL CONFIRMA QUE TENENTE-CORONEL SE MATOU DEVIDO A PROBLEMAS FINANCEIROS

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR



O Secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, confirmou na tarde desta quinta-feira (10), em uma coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Defesa Social, em Santo Amaro, que o tenente-coronel Marinaldo de Lima e Silva, comandante do 13º Batalhão da Policia Militar realmente se matou devido a problemas financeiros. O valor da dívida não foi informado.

O oficial teria atirado na própria cabeça após pedir um copo d′água. Três pessoas presenciaram o suicídio.

Ainda de acordo com Wilson Damázio, nas áreas em que o comandante era o responsável pelo patrulhamento ostensivo, os índices de Crimes Violentos Letais Intencionais caíram 48%, era uma das menos violentas da capital pernambucana.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, soube há pouco o ocorrido e determinou apoio para a família. Por sua vez, o comandante da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Tavares Lira, também lamentou a morte do oficial Marinaldo de Lima e Silva e disse desconhecer os problemas financeiros do militar. "O tenente-coronel estava à frente do 13º BPM há nove meses. Era um profissional exemplar", disse o comandante da PM.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PMPE - Tenente-coronel do 13º BPM comete suicídio dentro da Secretaria de Planejamento

Ele estava de férias, mas foi à secretaria para resolver problemas pessoais


10/05/2012 14:13 - Do FolhaPE, com informações de EDWARD PENA, da Folha de Pernambuco


Uma reunião de rotina do Programa Pacto Pela Vida, que aconteceu na sede da Secretaria de Planejamento, na Rua da Aurora, terminou de forma trágica, nesta quinta-feira (10). O tenente-coronel Marinaldo de Lima,de 48 anos, que não estaria participando do encontro, morreu após ter efetuado um tiro na própria cabeça. Segundo informações preliminares, o suicídio teria sido cometido dentro de uma sala de vidro, onde provavelmente várias pessoas assistiram, inclusive o secretário executivo de Planejamento e Gestão (SEPLAG), Bernardo de Almeida.

Informações já oficiais indicam que o tenente cometeu suicídio por conta de problemas pessoais e de ordem financeira. Ele teria ido até a sede da Secretaria procurar um amigo para resolver os problemas, mas depois efetuou o disparo fatal. Ele estava de férias e não participava da reunião. Chegou à paisana e foi procurar um amigo para resolver esses problemas pessoais, quando se matou.

Marinaldo atuava no 13º Batalhão da Polícia Militar, que é responsável pela segurança da região do Cordeiro, há nove meses. Segundo amigos do oficial, ele era uma pessoa calma e admirada pela tropa por sua simplicidade, além da capacidade de resolver problemas em situações críticas. O oficial deixou uma esposa e três filhos.










quinta-feira, 19 de abril de 2012

9º BPM JÁ TEM UM NOVO COMANDANTE

Foi realizada no dia 18Abr2012, a passagem de comando do 9º BPM. Assumiu o Ten Cel QOPM Pereira, em substituição ao Maj QOPM Andrade. A formatura de passagem de comando ocorreu no pátio daquele Batalhão, num clima de tranquilidade, estiveram presentes o Cel. QOPM Edilson, Subcomandante Geral, Cel. QOPM Jeferson Teles, Comandante do CPM, Oficiais do alto comando da PM, Comandante do 24º BC, Ten Cel EB Peregrino, Comandantes de Unidades da Capital, líderes comunitários da área do 9º BPM, oficias e praças do Batalhão.



O ex-comandante, o Maj Andrade, agradeceu a todos pelo tempo em que permaneceu a frente daquela OPM e desejou ao seu substituo o TC Pereira grande sucesso a frente do Batalhão.


Ao nosso amigo Pereira, formulamos votos de muito sucesso e grandes realizações.

terça-feira, 3 de abril de 2012

POLICIAIS DO RIO VÃO USAR ARMADURAS ROBOCOP

Do: O Dia online, por Vania Cunha

Vestido com armadura especial para controle de distúrbios urbanos, o policial que caminha pelo pátio do Batalhão de Choque (BPChoque) parece ter saído de filme de ação. Ele estava testando a nova ferramenta adquirida pela unidade para proteção dos militares em situações de conflitos. Até o fim do ano, o batalhão receberá 1.200 uniformes do tipo. A previsão é de que os primeiros cheguem até maio.
 
A armadura recém-chegada foi batizada pelos policiais de ‘soldado universal’. O apelido é uma referência ao filme de ficção científica com o mesmo nome lançado em 1992, por Roland Emmerich: Exército americano congela o corpo de soldados que, ressuscitados, passam a ser guerreiros indestrutíveis. O uniforme lembra também outro sucesso de bilheteria: ‘Robocop, o Policial do Futuro’, lançado por Paul Verhoeven, em 1987.
 
A armadura é semelhante às usadas pelas polícias francesas e inglesas, mas foi produzida no Brasil. Toda em polímero, é altamente resistente a impactos. Nos testes, agentes bateram até com barra de ferro sem machucar o modelo. “É o que há de mais moderno”, afirma o comandante, tenente-coronel Fábio Souza.


domingo, 18 de março de 2012

CONVOCADO PELA PM, BATMAN DE TAUBATÉ VAI ÀS RUAS EM CAMPANHA CONTRA CRIMINALIDADE

A Polícia Militar de Taubaté (a 130 km de São Paulo) contará com um reforço de peso para tentar reduzir a criminalidade do município: nada menos do que o Batman, que a partir deste sábado (17) vai às ruas, a pedido da própria PM, participar de uma campanha contra a violência no município.

A versão tupiniquim do “Cavaleiro das Trevas” será vivida por André Luiz Pinheiro, 50, militar aposentado da Marinha, que é fã do herói dos quadrinhos. Ele foi convidado pela major Eliane Nikoluk, do 5º Batalhão da PM do Interior, para integrar uma ação do “Movimento Pela Paz Taubaté” no bairro Esplanada Santa Terezinha.

“Ela viu uma reportagem que fizeram comigo sobre o meu hobby, na qual aparecia como Batman, e teve a ideia de me convidar para associar o símbolo do super-herói, que só faz o bem, ao movimento”, afirma Pinheiro.

O movimento foi criado no final do ano passado e reúne as polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), entidades católicas e evangélicas, associações comerciais e industriais, universidades e veículos de comunicação. O grupo diz que surgiu em resposta ao aumento da criminalidade no município.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado, 58 pessoas foram assassinadas em Taubaté no ano passado, o maior número desde 2001, quando a secretaria passou a organizar os dados. O número de furto e roubo de veículos também foi recorde em 2011: 1.338 casos, contra 979 de 2010 --aumento de 37%.

Em 2011, 450 menores se envolveram com o crime, número 50% maior do que no ano anterior. Segundo Pinheiro, as ações do movimento nos bairros são de caráter preventivo e educativo e incluirão atividades com as crianças e jovens.

Cosplayer e fãs de gibis

Carioca, Pinheiro foi militar dos 16 aos 46 anos, quando se aposentou e decidiu morar em Taubaté. “É uma cidade gostosa, com clima agradável. Quis fugir da sensação de insegurança que tinha no Rio”, conta.

Fã de gibis e de super-heróis, Pinheiro aderiu ao cosplay (atividade em que os praticantes se fantasiam de personagens) em 2007, e, desde então, vai a festas infantis e eventos com outros cosplayers. O Bruce Wayne do Vale do Paraíba tem cerca de 250 fantasias, duas delas do Batman, que custaram mais de US$ 15 mil cada (cerca de R$ 27 mil).

O Batman de Taubaté descarta qualquer atuação ostensiva ao lado da polícia. “Ninguém pense que o super-herói vai se juntar com a polícia e sair atrás dos criminosos. A função não é essa. Vou estar lá para conversar com as crianças, resgatar valores, ensinar sobre o respeito ao próximo e dar o exemplo dos verdadeiros heróis”, diz.

FONTE:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/03/17/convocado-pela-pm-batman-de-taubate-vai-as-ruas-em-campanha-contra-criminalidade.htm

SALÁRIO DA PM AUMENTA PRESSÃO DAS FORÇAS

Clube Militar reclama que vencimentos da categoria são menores que os de policiais militares de diversas regiões do País.


A retomada da movimentação para a votação da PEC 300, que prevê um piso salarial para as Polícias Militares (PMs), com consequente reajuste de seus vencimentos, será mais um ingrediente para aumentar a temperatura nas Forças Armadas. Os militares estão muito insatisfeitos com os seus salários e alertam que, em vários casos, seus rendimentos são inferiores aos das PMs, que são forças auxiliares das Forças Armadas. Por isso, reivindicam um reajuste de 47%.

A comparação mostra que um coronel da PM de Sergipe, por exemplo, ganha R$ 17,2 mil e o do Distrito Federal, R$ 16,3 mil, ao passo que um coronel do Exército recebe R$ 13 mil. Enquanto um general de Exército, último posto da carreira militar, com 45 anos de serviço, recebe R$ 18,8 mil, o salário médio no Banco Central é de R$ 17,4 mil, no Ministério Público é de R$ 19,5 mil, no Legislativo é de R$13,9 mil e no Judiciário é de R$12,3 mil.

Logo que assumiu o cargo, o ministro da Defesa, Celso Amorim ouviu dos comandantes as queixas da categoria e relatos da pressão que estão sofrendo. Ainda no ano passado, depois de muitas discussões internamente nas três Forças, uma proposta foi encaminhada à Defesa, pedindo um reajuste salarial de 47%.

Os militares lembram que o último reajuste que receberam foi em 2008. O aumento foi distribuído em suaves parcelas, sendo a última paga em julho de 2010 - e já defasada.

Perdas. Vários estudos salariais circulam na tropa, quantificando perdas e trazendo comparações. Só de inflação, desde o último reajuste até o final do ano passado, os militares alegam que já perderam 18%.

Os clubes militares, que em muitos casos funcionam como a voz do pessoal da ativa - que não pode se pronunciar -, tem batido nesta tecla constantemente. De setembro para cá, o Clube Militar, que representa o Exército, já publicou quatro informes sobre a situação salarial da categoria. Os estudos, que podem ser lidos na página do Clube Militar na internet, mostram as diferenças salariais por enquadramento funcional.

Segundo o levantamento, um coronel do Exército, com mais de 30 anos de serviço e "com atribuições que podem se estender por extensas áreas urbanas ou pelas fronteiras do país e 500 a mil militares sob sua responsabilidade direta", ganha menos que um major da PM do DF (R$13,4 mil). Seus rendimentos, são também inferiores aos de um perito criminal de terceira categoria (R$13,3 mil) e quase iguais aos do terceiro secretário, primeiro posto da carreira diplomática (R$12,9mil).

Nos diversos gráficos apresentados nos informes, o Clube Militar descreve cada um dos recentes aumentos concedidos às diversas categorias, apesar da "conjuntura econômica dita desfavorável", sem que se ouça falar em aumento para os militares "como se isso fosse absurdo ou inapropriado".

O texto ressalta ainda que "as carreiras mais bem aquinhoadas com aumentos de salário, nos últimos anos, são representadas por fortes sindicatos ou associações de classe, que lutam por seus interesses independentemente da ação dos ministérios a que pertencem, quando não têm a prerrogativa legal de estabelecer seus próprios vencimentos".

Conforme o relatório, muitas destas categorias, "contam, ainda, com o direito de greve, que pode paralisar sensíveis áreas do serviço público, o que lhes dá grande poder de pressão". A mensagem salienta que, no caso dos militares, as reposições salariais são tratadas como "concessões".

Recentemente, o Clube Militar irritou o Planalto, ao postar um "manifesto" recriminando a presidente Dilma Rousseff por não censurar as ministras Maria do Rosário e Eleonora Menicucci por declarações das duas sobre a Lei da Anistia.

FONTE:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,salario-da-pm-aumenta-pressao-das-forcas--,844069,0.htm

quinta-feira, 1 de março de 2012

PAIS DE JOVEM MORTO POR POLICIAL RECEBERÃO PENSÃO

EQUIPE AE - Agência Estado

A 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza determinou hoje que o Estado do Ceará pague pensão mensal aos pais de um adolescente de 14 anos morto durante operação policial equivocada, no dia 25 de julho de 2010. Os pais da vítima, Francisco das Chagas de Souza Oliveira e Aglaís Vieira de Souza, deverão receber, por mês, 2/3 do valor do salário mínimo até a data em que o filho completaria 25 anos de idade. A partir desse período, o valor da pensão passará a ser de 1/3 do salário mínimo, até o dia em que o jovem completaria 65 anos.
A decisão tem caráter de antecipação de tutela e deverá ser mantida até o julgamento final da ação. Conforme os autos, Francisco conduzia o filho na garupa de uma motocicleta, no cruzamento da Avenida Desembargador Moreira com a Rua Padre Valdevino, quando o adolescente foi atingido por um tiro na cabeça, disparado pelo soldado do Ronda do Quarteirão, Yuri da Silveira Alves Batista. O policial foi expulso da PM em 26 de novembro de 2010. A petição inicial afirma que a morte decorreu de ação imprudente e precipitada por parte de policial despreparado para o exercício da função.
Os pais do menino alegam que, devido aos traumas sofridos com a morte do filho, ficaram impossibilitados de exercer as atividades laborais, diminuindo assim a renda familiar. O Estado alegou que Francisco das Chagas contribuiu para a morte do filho por não ter atendido às ordens dos policiais para que parasse a moto. 

GOVERNO PROÍBE POLICIAIS DE DAR TIRO DE ADVERTÊNCIA

Medida tem como objetivo diminuir mortes de civis e dos próprios policiais

Do R7

Forças de segurança serão proibidas de dar tiros de advertência ou de disparar contra carros que furarem blitze ou contra pessoas que estejam fugindo da polícia. As novas regras foram definidas pelo Ministério da Justiça e pela Secretaria de Direitos Humanos, da Presidência da República e publicadas no Diário Oficial da União da última segunda-feira (3).
As normas também determinam que os policiais não apontem armas para as pessoas durante abordagens nas ruas. Os disparos só devem ocorrer se houver ameaça real de lesão ou morte.

O objetivo da portaria é reduzir o número de mortes em ações. Segundo Isabel Figueiredo, assessora do ministério que participou da redação da portaria, a medida tem como objetivo proteger tanto a vida dos policiais em trabalho quanto a de civis.
- É uma segurança para o policial. Estou falando tanto da redução do número de mortos pela polícia, mas também pelo numero de policiais que morrem em ação. Quanto mais claras forem as regras de até onde ele pode ir, maior é a segurança dele. [...] Quanto mais protegido ele estiver, maior controle ele tem da situação.

As novas regras valem para os policiais que trabalham para a União: policiais federais, policiais rodoviários federais, Força Nacional de Segurança e agentes penitenciários federais. De acordo com Isabel, as policias estaduais e municipais são orientadas para aderir às novas regras. No entanto, por se tratar de uma portaria, Estados e municípios não são obrigados a cumprir as determinações.


- [Estimulamos] os Estados e municípios a também se adequar. Mas é uma questão de acordo, não de obrigatoriedade jurídica.

A partir de agora, todos os agentes terão que usar pelo menos dois instrumentos de menor potencial ofensivo, independente de portar ou não arma de fogo.

Isabel explica que a portaria foi criada tanto por uma demanda dos policiais quanto da sociedade civil. Segundo ela, o trabalho foi demorado e agentes de vários Estados foram ouvidos para ajudar a chegar a um consenso final sobre o assunto.

Para ser feita, a portaria levou em conta documentos internacionais, como o Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotado pela ONU (Organização das Nações Unidas) desde 1979, e Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos ou penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, de 1991.

Apoio a feridos

A nova portaria também estabelece procedimentos das polícias em situações em que armas forem usadas. Os agentes deverão facilitar a assistência ou auxílio médico dos feridos, recolher e identificar as armas e munições de todos os envolvidos, pedir a realização de perícia criminalística, comunicar a família da pessoa ferida ou morta, investigar os fatos e circunstâncias do emprego da força, pedir acompanhamento psicológico e afastamento temporário de policiais.

O Ministério da Justiça e Secretaria de Direitos Humanos reforçam ainda a inclusão de conteúdos relacionados a direitos humanos em cursos de formação para agentes de segurança.

FORÇAS ARMADAS VÃO PUNIR OS CEM MILITARES QUE ASSINARAM MANIFESTO

Eles contestaram a autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim
BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Celso Amorim, decidiu nesta quarta-feira, em conversa com os três comandantes militares, que os cem oficiais da reserva que assinaram o manifesto "Alerta à Nação - eles que venham, aqui não passarão" serão repreendidos por suas respectivas forças. A punição pela indisciplina depende do regulamento de cada um, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e varia de uma simples advertência até a exclusão da força. Mesmo militares da reserva podem ser excluídos.
Nesse texto, os militares da reserva criticaram a interferência do governo no site do Clube Militar e o veto a um texto ali publicado que critica a presidente Dilma Rousseff e duas ministras. Nesse "Alerta à Nação", os oficiais afirmam não reconhecer "qualquer tipo de autoridade ou legitimidade” de Celso Amorim.
"Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do Manifesto publicado no site do Clube Militar, a partir do dia 16 de fevereiro, e dele retirado, segundo o publicado em jornais de circulação nacional, por ordem do Ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade", diz o documento.
Como no manifesto vetado no site do Clube Militar, o documento de terça-feira também critica a criação da Comissão da Verdade.
"A aprovação da Comissão da Verdade foi um ato inconsequente, de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo".
O texto publicado no site do Clube Militar atribuía à ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e à ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, declarações que estariam a serviço do que classificaram de "minoria sectária", disposta a reabrir feridas do passado. O primeiro manifesto polêmico foi assinado pelos presidentes do Clube Militar, Renato Cesar Tibau Costa; do Clube Naval, Ricardo Cabral; e do Clube da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista, todos já na reserva.
No texto, dizem que Rosário vem apregoando a possibilidade de apresentação de ações judiciais para criminalizar agentes da repressão, enquanto Eleonora teria usado a cerimônia de posse — em 10 de fevereiro — para tecer "críticas exacerbadas aos governos militares", sendo aplaudida por todos, até pela presidente. Eleonora foi presa durante a ditadura militar e, na cadeia, conheceu Dilma.
O texto diz ainda que o Clube Militar não se intimida e continuará atento e vigilante e diz que as Forças Armadas são a instituição com maior credibilidade na opinião pública.

Fonte:http://oglobo.globo.com/pais/forcas-armadas-vao-punir-os-cem-militares-que-assinaram-manifesto-4105086#ixzz1nrpn59Oo  

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

PMS DO PARÁ PODEM PARALISAR AS ATIVIDADES ATÉ O DIA 20Jan2012

Do: Portal ORM



Líderes dizem que categoria planeja cruzar os braços para exigir reajustes, mas comando afirma desconhecer tensão

A ameaça de greve bate à porta da Polícia Militar do Pará. Ontem, circularam informações não oficiais de uma convocação de soldados, cabos e sargentos para cruzar os braços no próximo dia 19. O Comando da PM no Estado disse desconhecer essa movimentação.
 
Nem todas as 13 instituições que representam os policiais militares e bombeiros no Estado estão envolvidas na mobilização. O dirigente de uma dessas associações, ouvido pela reportagem, não concorda com o movimento paredista, mas confirmou que existe uma movimentação, cuja finalidade, segundo ele, "é desestabilizar o governo estadual". Já a liderança de outra associação afirmou que os PMs do Pará estão se movimentando com os de outros estados para uma greve nacional, sem confirmar a data de convocação que vazou ontem.
 
A Polícia Militar é proibida de fazer greve por força de lei, mas a greve de seis dias da PM do Ceará, que gerou avanços para o segmento, serve de modelo a militares de todo o País. "A greve está sendo discutida em Roraima, no Rio de Janeiro, Goiás, Brasília e Minas Gerais", disse uma fonte.
 
No caso da greve se concretizar no Pará, o governo do Estado poderá requerer a Força Nacional e o Exército para suprir a Segurança Pública, como ocorreu no Ceará. "O Pará tem o 23º menor salário do País. É o salário mais baixo das regiões Norte e Nordeste, perdemos até para o Maranhão", afirma.
 
Um dos principais nós na questão salarial da categoria paraense é o soldo (salário) do soldado que, em 2006, passou a ser regulado ao salário mínimo. Como a mesma regra não contempla o chamado escalonamento vertical, ou seja, não prevê dispositivo idêntico às patentes superiores, o salário dos soldados vai superando os de cabos e sargentos.
 
Segundo um dirigente de associação, o soldo do soldado passa a valer R$ 622,00 com o reajuste do mínimo que passou a vigorar em 1º de janeiro, enquanto que o soldo do cabo está em R$ 545,00. Outra fonte revelou que, hoje, o soldo do sargento é apenas R$ 50,00 maior que o do cabo.
 
Uma das lideranças reclama que a categoria não vai aguentar esperar até a data-base, que é abril, para resolver esse problema. A situação exigiria que o Estado concedesse reajuste à PM e aos bombeiros superior ao índice inflacionário dos últimos 12 meses, passando a acompanhar a evolução do salário mínimo, que foi de 13,5%. "Todos os estados estão se movimentando e o Pará não pode ficar de fora", diz uma fonte.
 
Além do soldo, os militares e bombeiros recebem 50% de adicional de risco de vida, 20% de auxílio moradia, 20% de indenização de tropa, R$ 325,00 de auxílio-alimentação e um adicional por localidade especial, que varia conforme a lotação do policial.
 
"Em abril é que o negócio vai pegar", diz fonte sobre mobilização
 
A categoria também está de olho em melhores condições de trabalho e na valorização profissional. Segundo os policiais, o Pará também tem um dos maiores índices de morte de militares, com 20 a 25 PMs mortos por ano, sendo que a maioria é assassinada fora do expediente, quando está prestando serviços de segurança a particulares, mais conhecidos como "bicos".
 
"Em abril (data-base) é que o negócio vai pegar. Isso eu posso garantir. Esperamos que a resposta do governo contemple a categoria. Existe o limite (para gasto com pessoal) da Lei de Responsabilidade Fiscal e as outras categorias também têm necessidades, mas a gente precisa avançar porque é a PM que cuida da vida das pessoas.
 
A maioria dos militares mora na periferia, em condições ruins e sob risco, pois está nas mesmas áreas que os traficantes e bandidos. Além disso, é alto o índice de estresse (entre a categoria). O Pará é um dos estados mais violentos do País. É necessário que o policial faça ‘bicos’ para sobreviver, porque só com o soldo não consegue sustentar a família", justificou um informante.

Em nota, a PM declarou o seguinte: "O Comando da Polícia Militar do Pará não tomou conhecimento de quaisquer movimentações grevistas por parte de sua tropa, bem como não identificou tensões envolvendo o aumento do salário mínimo, deixando de manifestar-se a respeito da política salarial por ser assunto alheio às competências do Comando da corporação".

Fonte: http://www.louremar.com.br/